São Paulo vence mas faltam extremos de qualidade para sonhar com algo mais


Postagem 13/08/2020 22:20



 


São Paulo diante do Fortaleza  no 4-1-4-1/ Variação para o 4-3-3. Dani Alves mais a frente, ajudando no ataque. 

Daniel Alves mais uma vez foi área de escape do time comandado por Fernando Diniz. Paulinho não foi bem. Liziero provou que pode ser útil fechando o meio ao lado de Tchê Tchê. O time tem jeito, com algumas peças, mas segue longe do esperado.

 

Quem acompanhou o São Paulo nesta noite de quinta-feira (13), na vitória por 1 a 0 diante do Fortaleza, pela segunda rodada do Brasileirão viu uma equipe com posicionamento diferente daquela que perdeu para o Mirassol, por 3 a 2, na vexatória eliminação do Paulista. Entretanto, não existiu melhoras consistentes que possamos afirmar que o Tricolor irá longe nesse Brasileiro e esse aspecto é importante o torcedor saber.

 

Ao menos, Diniz repetiu o 4-1-4-1 do início do ano, que deu certo em algumas oportunidades. Pablo saiu da ponta direita e foi ser central. Se movimentou bastante deu aberturas para as bolas chegarem a ele, algo que Alexandre Pato não vinha fazendo.

 

A mudança do 4-1-4-1 em relação ao 4-2-3-1 que foi utilizado na partida diante do Mirassol faz com que Tchê Tchê seja o homem da primeira saída. Libera Dani para pensar, assim como Liziero. Daniel mais a frente é uma ajuda a todos os setores do campo. O elo entre defesa e ataque. Aliás, foi dele o gol da vitória Tricolor, com passe de Reinaldo que não é nenhum acima da média, mas não deve nada aos demais em se tratando de futebol no Brasil.


São Paulo no 4-2-3 1 diante do Mirassol. Daniel Alves mais atrás e longe do ataque.

 

A pergunta que todo mundo faz é: o que falta para esse São Paulo de Diniz dar certo e brigar na parte de cima da tabela? A primeira resposta está fora de campo. Arrumar a casa e orquestrar com os jogadores as formas de pagamentos e que não exista mais atraso. Dessa forma é possível fazer uma cobrança a cada jogador.

 

Dentro de campo, Diniz é um dos poucos que consegue fazer com que seu time crie chance de gols. Para isso ocorrer, ele precisará um pouco mais da movimentação da vontade dos jogadores de lado. Esqueçam velocidade. Podem ser jogadores pensadores, mas que façam o time jogar. Hoje, é o principal problema desse elenco.



Embora seja o dono das assistência Tricolor na temporada, Vitor Bueno está muito abaixo. No jogo contra o Fortaleza, Paulinho entrou e não aproveitou a oportunidade. Everton ainda é uma incógnita. Isso só mostra como o setor precisa ser reforçado.

 

Do lado direito, Antony ainda deixa saudades, mesmo jovem com um futuro enorme pela frente. Igor Gomes foi muito mal na função. Por incrível que pareça Pablo nos últimos jogos foi quem se destacou para o setor. A contratação de Luciano (hoje reserva do Grêmio) poderia dar um salto de qualidade ao grupo, mas caso aconteça, não é pulo que todos esperam, porém, é uma opção.

 

Dois pensadores pelo lado do campo é o que falta ao São Paulo para brigar por coisas maiores. Dani segue sendo o maestro. Tchê Tchê o homem da saída do jogo e Liziero tem tudo para assumir essa posição de encaixe no meio.

 

Reforços dificilmente virão, no elenco, esses jogadores necessários não existem, portanto, não tem milagre: para ter boas partidas, o São Paulo 
precisará dos atletas em um bom momento. Todavia, com a sequência de jogos por conta da pandemia, essa postura de bom futebol também diminuirá. Quem vai pagar o preço é o torcedor, que se souber da capacidade do seu time, nem sofrerá tanto assim.

 

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