Peixe sai na frente com Gabigol, mas sofre dois gols no fim da partida na Arena MRV. Ausência de Neymar e derrota dolorosa marcam o domingo santista no Campeonato Brasileiro.
O torcedor do Santos terminou o domingo (11) com aquele sentimento de frustração que o futebol conhece tão bem. Quando a vitória parecia possível, o Peixe sofreu a virada do Atlético-MG nos minutos finais e voltou para casa com uma derrota por 2 a 1, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Na Arena MRV, em Belo Horizonte, o time comandado por Cuca chegou a abrir o placar com Gabriel Barbosa, o Gabigol, aos 42 minutos do segundo tempo. Entretanto, a equipe mineira reagiu rapidamente, empatou três minutos depois e conseguiu o gol da vitória aos 51 minutos da etapa final, com Thiago Borbas.
O resultado interrompe uma sequência de oito partidas sem derrota do Santos no Brasileirão e deixa uma lição importante para a equipe: em uma competição tão equilibrada, manter a concentração até o último apito é fundamental.
A partida começou equilibrada, com as duas equipes buscando espaços para construir suas jogadas ofensivas. O Santos encontrou oportunidades, especialmente com Gabriel Bontempo e Gabigol, que levaram perigo à defesa atleticana.
No início do segundo tempo, Bontempo voltou a participar de uma boa jogada e serviu Gabigol, que finalizou na saída do goleiro Gabriel Delfim. O arqueiro conseguiu defender e evitou que o Peixe abrisse o placar naquele momento.
A insistência santista foi recompensada aos 42 minutos. Coutinho encontrou Gabigol, que dominou bem, tirou a marcação e bateu no canto esquerdo do goleiro adversário.
O gol parecia encaminhar um resultado importante fora de casa. No entanto, a vantagem durou pouco.
Aos 45 minutos, Vitor Hugo aproveitou uma cobrança de escanteio e deixou tudo igual. Já aos 51, Thiago Borbas completou a reação atleticana e decretou a vitória dos donos da casa.
Para o Santos, fica a frustração de ter estado tão perto de conquistar pontos importantes e deixar escapar o resultado nos instantes finais.
Um dos temas que antecederam o confronto foi a ausência de Neymar. O camisa 10 não viajou com a delegação santista para Belo Horizonte porque mantém a decisão de não atuar em gramados sintéticos.
A decisão foi tomada mesmo sem o jogador apresentar uma lesão que o impedisse de atuar. Sem seu principal nome, Cuca precisou reorganizar as opções ofensivas e apostou em Philippe Coutinho na criação, além de Everton Cebolinha e Gabigol no ataque.
Cebolinha voltou a ficar à disposição após não enfrentar o Flamengo na rodada anterior por uma cláusula contratual. O atacante participou da formação escolhida pela comissão técnica para o duelo em Belo Horizonte.
A ausência de Neymar naturalmente chama a atenção, mas a derrota não pode ser explicada por um único fator. O Santos conseguiu construir situações de perigo e abriu o placar, mas não teve a capacidade de sustentar a vantagem até o encerramento da partida.
A derrota diante do Atlético-MG representa um teste para o trabalho de Cuca. Depois de uma sequência positiva no Campeonato Brasileiro, o Santos agora precisa demonstrar capacidade de reação para evitar que um resultado negativo comprometa a confiança construída nas últimas rodadas.
O treinador terá de avaliar o comportamento defensivo da equipe nos minutos finais, especialmente nas bolas paradas e na proteção da vantagem. Sofrer dois gols em tão pouco tempo, depois de assumir a liderança do placar, é um sinal de alerta.
Ao mesmo tempo, o gol de Gabigol e as oportunidades criadas durante a partida mostram que o time tem recursos para competir. O desafio está em transformar esses momentos positivos em resultados concretos.
A comissão técnica também precisa administrar o desgaste físico e as condições do elenco, em uma temporada marcada por um calendário exigente e problemas de disponibilidade de jogadores.
O Santos volta a campo no próximo domingo (18), quando enfrenta o Fluminense, no Maracanã, pela 31ª rodada do Brasileirão.
O confronto será uma oportunidade para o Peixe responder à derrota e mostrar que a sequência de bons resultados não foi um episódio isolado. Jogar fora de casa novamente exigirá concentração, organização defensiva e eficiência nas oportunidades criadas.
A equipe precisa aprender com o que aconteceu em Belo Horizonte. Não basta jogar bem durante boa parte do confronto: é necessário manter a intensidade, controlar os momentos decisivos e evitar erros que permitam ao adversário voltar para a partida.
A derrota para o Atlético-MG deixa um alerta claro para o Santos. O time esteve a poucos minutos de conquistar um resultado importante, mas não conseguiu administrar a vantagem quando a partida se aproximava do fim.
O futebol não perdoa desatenções, principalmente em um campeonato no qual cada ponto pode fazer diferença na classificação. A equipe de Cuca precisa transformar a frustração em aprendizado e trabalhar para que situações semelhantes não se repitam.
A ausência de Neymar foi um dos assuntos da rodada, mas a prioridade agora é recuperar a confiança coletiva e preparar o grupo para o duelo contra o Fluminense.
O torcedor santista espera uma resposta rápida. O Peixe mostrou que pode competir, criou oportunidades e chegou a ficar em vantagem. Falta agora encontrar a consistência necessária para levar os resultados até o apito final.
O Santos vai conseguir transformar a dolorosa derrota em motivação para reagir diante do Fluminense? A resposta começa a ser construída nos treinamentos desta semana.