Modelo simples quitaria todas as contas do Corinthians em oito anos


Postagem 22/09/2020 08:05



Hoje, o Corinthians em parceria com a Neo Química tem um passo importante para que a conta de seu estádio seja paga. Em contrato com a Caixa, a parcela chega a quase R$ 7 milhões mensais e precisa urgentemente ser renegociado.

 

Com o estádio avaliado em um bilhão, o clube fechou recentemente a venda do naming rights por R$ 300 milhões em 20 anos. Isso significa a pequena bagatela de R$ 1,250 milhão por mês. Ainda muito longe do valor pago mensalmente, mas que é uma grana que já chega para ajudar.

 

O clube tem hoje, receita anual na casa dos R$ 300 milhões e poderia contribuir para o pagamento do estádio. A Neo Química irá entregar mais R$ 15 milhões anuais. E com bilheteria, isso pós pandemia, a expectativa é que o faturamento seja na casa dos R$ 20 milhões. Portanto, se o clube paulista entregar para o estádio, 10% de seus recursos, mais a grana que já vai para o abatimento, isso dará em torno de R$ 65 milhões ano e o estádio seria pago em 17 temporadas. Uma conta simples. Porém, vale lembrar que tem todo o imbróglio com a Odebrecht , a conta da Arena pode cair para R$ 500 milhões. Então, naquela operação, o clube quitaria sua casa em sete anos.

Hoje, sem a Arena, a dívida do Timão está na casa dos 900 milhões de reais. Entretanto, existe um acordo com o Profut, de pagar R$ 350 milhões em 15 anos. Ou seja, R$ 23 milhões anuais. Portanto, se o clube destinasse R$ 30 milhões para o estádio, mais R$ 23 milhões para o Profut ( Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), teria uma despesa de R$ 53 milhões anuais. A dívida restante, seria de R$ 550 milhões, que negociada com os credores em 20 anos, resultaria em mais uma despesa de R$ 27 milhões nas temporadas.

 

Independente da receita que o clube obtiver, o ano já começaria com R$ 80 milhões anuais, em contas para serem pagas. Hoje, o clube tem receitas garantidas na casa dos R$ 300 milhões, sem vendas de atletas.

 

Sobraria para o futebol, algo na casa dos R$ 220 milhões. Desse montante, reservando 15% para um fundo de utilização em sete anos, restariam ainda  R$ 187 milhões. Isso daria uma média de folha salarial de R$ 13 milhões mensais. Um teto salarial na casa dos 400 mil reais, que convenhamos, daria para formar um bom time.

 

Mas, para tudo isso ocorrer, é necessário tempo, dedicação e paciência, tanto de diretores, como dos torcedores. Essa parte, sempre é a mais complicada.  Na melhor das hipóteses, em 2028, o clube iniciaria a temporada com os cofres cheios, contas pagas e uma nova estrutura para voltar a ser o maior arrecadador da América do Sul.

 

 

 

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