Escolha de Domenec Torrent é de um Flamengo mais exposto


Postagem 05/08/2020 12:00



                                               

                                                                                        

O Flamengo foi ao mercado após a saída de Jorge Jesus para buscar um treinador. Leonardo Jardim, Carlos Carvalhal, José Peseiro, Fernando Hierro, Miguel Angel Ramirez e Domenec Torrent foram , ao menos ao que se sabe, os entrevistados para assumir o cargo.

 

Os nomes procurados são de formatações diferentes. Escolas diferentes. Eu acrescentaria nessa lista um bate papo com o holandês Frank De Boer, excelente trabalho na MLS. Gosto muito de Ramirez e a forma que conduz o Del Valle. Não fugiria desses dois nomes. Jardim é um bom plano, mas mudaria a forma de jogo. Peseiro tem uma ideia diferente em seu 4-2-3-1. Fernando Hierro, ao meu ver seria o ideal entre os procurados, manteria o que  Jesus havia apresentado. No entanto, o escolhido foi Domenec Torrent.

 

Já vamos adiantar aqui que tudo que ele demonstrou no New York City foi com o material humano pior do que ele irá encontrar na Gávea. Embora sem um camisa 10 da qualidade e plano de jogo de Maxiliamo Moralez, todavia, por conta da qualidade do elenco, existem mais possibilidades de tentar uma nova postura tática no  Rubro Negro do que na sua ex equipe.

 

Outra questão importante é que não podemos ter uma base com o que ele apresentou nos EUA, já que não temos outra referência em trabalhos em outras equipes. Veja bem, a escola ao lado de Pep Guardiola como auxiliar, certamente foi fantástica. Podemos tirar a prova pelo o que Arteta está fazendo no Arsenal. Mas isso não é garantia de sucesso.



Falando da parte tática de Domenec, nas vezes que atuou com linha de três, um volante fechava a sobra. Será que fará essa escolha em terras brasileiras? Veremos. Na temporada passada o New York sempre deu liberdade para ambos os laterais atacarem. No Flamengo, Rafinha por já ter atuado mais a frente, se o esquema se repetir, não terá problemas. Já Felipe Luís, é nítido que é um jogador ´defensivo´, embora, pela qualidade técnica não irá comprometer caso a opção seja atacar por aquele setor. Com a liberdade ofensiva dada aos laterais, talvez a maior crítica feita Domenec em sua história como treinador seja um time mais exposto.

 

Mas a comparação com time de Jorge Jesus, deve ser em relação ao trabalho de 2020. Convenhamos que 2019 foi extraordinário em nem caberia aqui ficarmos falando. Em alguns jogos dessa temporada, mesmo com a vitória e os títulos  aparecendo, o Mengo teve dificuldades diante do Fluminense e do Independente Del Valle. Dificuldades terá também contra o Atlético Mineiro na estreia do Brasileiro e a estreia de Domenec.

 

O New York City dirigido pelo catalão variava do 3-4-3 para o 4-4-2 (parecido com o de Jesus). A saída de bola era com os zagueiros abertos e com as opções sempre para os laterais. O time de Jesus tinha Arão, grande responsável pela saída Lavolpiana. Outra ferramenta utilizada no New York é a bola longa vinda do goleiro, algo que no mengo não é habitual.

 

Domenec gosta da participação do meia com movimentação, Maximiliano Moralez era a válvula de escape, jogador que ele não terá com essas característica aqui no Brasil. Tanto Arrascaeta como Everton Ribeiro são atletas mais lentos, porém cerebrais.

Por outro lado, o grupo é melhor qualificado, o que irá aumentar o sarrafo do treinador, que gosta que suas equipes joguem com a bola de pé em pé.

Seja no 3-4-3 ou no 4-4-2, o novo treinador já disse que não pretende mudar a postura do Flamengo, embora suas ideias sejam um pouco diferente de seu antecessor, isso será mudado no dia a dia em conjunto com o elenco.  

 

Domenec tem um grupo vencedor nas mãos. Qualquer comparação com Jesus e o que ele fez enquanto permaneceu no Brasil será covardia. Deveremos ver sob a batuta do novo treinador, um Flamengo com a posse de bola, saídas pelas laterais e passes longos. O jogo pelo meio com Arão e Gerson tendem a diminuir, os laterais serão mais participativos e a defesa mais exposta. Para se ter uma ideia, em 68 jogos nos EUA, o time de Torrent foi vazado em 85 vezes, muito para um time que passou 16 jogos sem levar gols. Mas, não podemos dizer que dará errado, as vezes é uma mudança de ideia que também pode render frutos, todavia de uma forma diferente do que Jesus conquistou em terras brasileiras.

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